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Será que os sites de redes sociais chegarão aos 50 anos?

Hoje em dia se houve falar muito que as redes sociais vieram pra ficar, assim como fizeram esta mesma referência ao mencionar a internet, anos atrás. Acredito também que estas previsões são reais, mas um texto  do jornalista americano John C. Dvorak que li na revista InfoExame do mês de março me deixou com “pulga atrás da orelha”.

Neste texto ele conta que várias instituições de ensino superior os Estados Unidos estão dando mais valor ao Facebook do que aos tradicionais anuários da faculdade. Estes anuários são livros que relatam o ano letivo de cada aluno, onde são registrados seus destaques e conquistas. Ao final de cada ano, a instituição imprime este livro e entrega aos alunos e pais. Posteriormente estes anuários são utilizados para fins de consulta ou até mesmo para recordação.

Para algumas faculdades dos EUA, imprimir os anuários se tornou algo antigo e acreditam que o Facebook faz a mesma coisa só que de forma online. Dois exemplos desta revolução estão para acontecer na Universidade da Virgínia e na Universidade Purdue, além de outras boas instituições que também apoiam a causa. A turma de 2011 da Universidade da Virgínia já não terá mais o seu anuário, o que na visão de John é lamentável pois estes alunos não terão documentadas as suas trajetórias acadêmicas.

John não vê esta medida como algo favorável, mas quem garante que daqui a 50 anos teremos estas informações disponíveis no Facebook? Ele acha que deixar de imprimir os anuários é um ato estúpido pois quebra uma velha e séria tradição das faculdades americanas.

O jornalista ainda destaca em seu artigo que armazenar os dados digitalmente não significa que eles terão um bom tempo de duração, assim como ocorre com os livros impressos. Os próprios CD’s DVD’s não possuem um tempo de vida tão duradouro e para que haja continuidade da existência dos dados ali gravados, deve ser feita periodicamente uma transferência de uma mídia para outra evitando assim o corrompimento ou até mesmo a perdas das informações.

Outro exemplo interessante que John citou foi que quando o Geocities encerrou as suas atividades, milhares de páginas desapareceram da web o mesmo que ocorrido com as páginas pessoais na AOL.

O seu texto se encerra com o seguinte parágrafo:

A tecnologia é uma ferramenta, não uma solução. A ferramenta ajuda você a fazer alguma coisa. Se um site de busca deixar de existir, você não perde nenhum conteúdo. Mas o Facebook é uma solução. Se ele desaparece, você perde amigos, identidade, dados e tudo mais. Todas as soluções de tecnologia são temporárias, seja um website, seja um vídeotape que não pode ser mais executado. Os recursos de armazenamento são soluções, não ferramentas, e portanto são falhos e arriscados. Tenha cuidado. E lamente pela classe de 2011 da Universidade da Virgínia.

E vocês, concordam com o John?

Via: Revista InfoExame – edição 289 – Março de 2010

Crédito da foto: sxc.hu

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