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Onde foi que ele errou?

google-onde-ele-errouHoje pela manhã, em conversa com dois colegas de trabalho veio à tona a seguinte discussão: “O Google não está fazendo um bom trabalho em social media”. Esta frase de autoria própria, não foi ouvida com muita aceitação por um destes colegas que defende o Orkut até “debaixo d’água”.

 Minha intenção em dizer isto não foi levantar qual rede social é melhor ou pior. Na verdade, o que eu quis salientar é que a gigante da internet tem deixado a desejar nesta temática. Sou fã de carteirinha do grande Google. Não tenho dúvidas quanto a isto, mas quando falamos em comunicação (muitos para muitos) infelizmente não trago tantas boas experiências com os serviços oferecidos por eles.

O assunto me fez pensar em uma série de coisas tanto que despertou vontade de escrever este artigo. Afinal de contas, onde o Google errou? Esta é a pergunta que ronda não só a minha, mas como a mente de muitos.

 Irei abordar 3 serviços do Google que estão atrelados às mídias sociais e também expor a minha opinião em relação a cada um deles:

Orkut: Criado em janeiro de 2004, a maior rede social do Brasil se tornou um fenômeno estrondoso em nosso país, conquistando, fidelizando e conectando milhões de pessoas.

O lado negativo desta rede é que ela só obtém sucesso no Brasil e na Índia, tanto que em 2008 o Google transferiu a responsabilidade do Orkut para a sua filial brasileira. Em outros países como os Estados Unidos, ela não foi difundida e detêm a minoria dos usuários em relação às demais redes. Com o surgimento de outras redes concorrentes, o Orkut perdeu uma quantidade considerável de usuários.

Em outubro de 2009, na tentativa (frustrada) de inovar a plataforma e trazer de volta os usuários que perderam, o Google anuncia o “Novo Orkut”, onde diziam ter novos recursos além de seu carregamento mais rápido e a volta do sistema de convites. A festa durou pouco tempo, e uns 2 meses após o re-lançamento, todos usuários já haviam sido convidados para a nova versão. O que era novidade logo se tornou algo comum, além de uma série de reclamações por parte dos próprios participantes.

Wave: A “nova onda” do Google, que tinha como promessa revolucionar a comunicação é um outro exemplo de ferramenta que acabou caindo no esquecimento dos internautas. Lançada em setembro de 2009, a plataforma que gerou um grande buzz na rede, acabou sendo deixada de lado por grande parte de seus usuários por sentirem dificuldades para entender e explorar tal serviço. Estou incluso na lista destes que tiveram dificuldade em utilizar o Wave e acabaram abandonado-a.

O projeto é realmente interessante, pois tinha como objetivo integrar todos os serviços do Google em uma interface única de comunicação.

Alguns blogs e sites criaram páginas dedicadas exclusivamente para oferecer à seus leitores tutoriais e dicas para um maior proveito dos recursos do Wave. Creio que todo o esforço foi em vão e hoje em dia mal se houve falar na “onda”.

Buzz: O mais novo “brinquedinho” do Google, lançado agora em fevereiro surgiu com a ideia de ser um concorrente ao Twitter. O Buzz é um serviço integrado ao GMail que promove a integração entre os usuários através de mensagens curtas, envio de fotos, vídeos e links. Como o próprio nome diz, o Buzz tem como objetivo disseminar de forma rápida as informações entre seus usuários.

Dentre as vantagens sobre o Twitter, podemos destacar: possibilidade de comentar e curtir postagens (recurso semelhante ao encontrado no Facebook); permite postagem de fotos e vídeos sem a necessidade de uma aplicação externa (como por exemplo, o Twitpic banco de imagens para o Twitter); integração com outras redes sociais.

Em tão pouco tempo no ar o serviço já apresentou problemas de vulnerabilidade em contas de usuários do Buzz que foram detectadas por hackers.

Será que desta vez o Google acertou na ferramenta de comunicação, ou esta também terá o mesmo destino do Wave?

Em súmula, temos aí exemplos de serviços ricos em recursos e mesmo assim em determinados casos, não obtiveram o sucesso esperado. O que eles têm de errado?  Deixe seu comentário.

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