Categorias
Comportamento Inspiração

“Esse menino só inventa moda!”

Cresci ouvindo esta frase. Era muito comum ouvi-la dos pais e da minha avó, quando eu criava alguma brincadeira ou aventurava em alguma ideia nova.

Nunca ouvi o “só inventa moda” de forma positiva, infelizmente. Como a tal frase era sempre acompanha de uma testa franzida e cara de bravura, criei uma conexão ruim com ela. Só depois de adulto que consegui entender a intenção do meu pai, minha mãe e a da minha avó. Também só após me tornar “gente grande” compreendi que inventar moda é muito saudável e importante para o desenvolvimento pessoal.

Para comemorar os 30 anos que estou completando hoje, decidi listar e recordar as 30 modas mais incríveis que inventei nestas 3 décadas, e me proporcionaram momentos inesquecíveis. =)

Vem comigo?

#1 – “Mãe, quero ser escritor quando eu crescer!”
Aos 5 anos de idade, em processo de alfabetização, consegui escrever meu primeiro livro. Era uma atividade proposta pelo colégio onde eu estudava, a qual levei muito a sério. A ânsia por colocar as ideias no papel me acompanham desde que me entendo por gente. Esta experiência de escrever me despertou uma enorme paixão pela escrita e pela comunicação.

Lembro de virar para a minha mãe e dizer: “Eu quero ser escritor!”. O sonho logo foi substituído por outros, mas curiosamente cá estou, blogando. =P

#2 – Criar um jornalzinho no colégio

Aos 11 anos de idade, eu e mais 3 amigos (Vini, Rafa e Casé) criamos o Jornal da Escola. Estudávamos em uma escola pública de Juiz de Fora (MG) e propomos a nossa professora de Português um apoio na elaboração dos conteúdos a serem veiculados.

A melhor parte desta experiência estava no desenvolvimento das matérias, onde visitávamos outras instituições para entrevistar pessoas e aprender mais. Bons tempos!

#3 – Co-fundar o Bad Boy Club

Clube dos Meninos/Meninas, quem nunca?

Também aos 11 anos de idade, criamos o Bad Boy Club, que era o nosso clubinho “secreto”. Na sede, mantida no porão da casa do Casé, realizávamos reuniões, trabalhos escolares e inventávamos muita moda. Ah, e ainda tinham os lanches deliciosos que a mãe dele preparava pra gente.

#4 – Vender sucos, rifas e brinquedos velhos

Se tem algo que eu sonho desde cedo, é com a independência financeira. Nunca gostei de ficar pedindo dinheiro em casa para realizar minhas vontades. Por isso, tentava vender tudo que era possível, menos o corpo e drogas.

Vendi sucos, chup chup (geladinho ou sacolé em outros estados e regiões brasileiras), salgados que minha família produzia, além de brinquedos velhos e rifas.

#5 –  Criar um blog em 1999

Em 1999, o acesso a internet era escasso e totalmente diferente do modelo atual. Porém, era o que tínhamos naqueles tempos.

Os ~weblogs~, como eram chamados os blogs na época,  podiam ser criados através de plataformas como UOLBlogs. Foi a partir dela que tive a oportunidade de criar meu primeiro blog, no final da década de 1990, com 12 anos de idade. Obviamente, o blog era totalmente amador e não passava de um diário de adolescente.

#6 – Ser “Responsável legal” dos irmãos

Por ser o mais velho em uma ninhada de 4 filhos, sempre tive muitas e muitas responsabilidades perante meus irmãos. Como meus pais trabalhavam o dia todo, era eu o responsável por levar e buscar as crianças na escola, bem como participar das reuniões de pais e, de quebra, limpar a casa.

A melhor parte da “brincadeira” é que meus irmãos eram os cobaias durante meus experimentos científicos, claro!

Só tenho a agradecer por isso. Muito do que sou hoje, é por conta dos aprendizados que tive com eles. Valeu, Lívia, Léo e Caio. <3

#7 – Ser Guarda Mirim

Quando completei 15 anos, ingressei na Guarda Mirim de Juiz de Fora, que me ajudou a conquistar o primeiro emprego. Foi um dos momentos mais incríveis da minha vida, pois aprendi demais, senti as responsabilidades aumentando e a vida adulta batendo à porta. Trabalhei como Menor Aprendiz durante 2 anos e posteriormente fui efetivado pela empresa, onde permaneci por mais 4 anos. =)

#8 – Ter um site de cobertura fotográfica de baladas

Apesar de ter durado alguns poucos meses, foi um projeto interessante e de muito aprendizado junto com outro amigo. Percorríamos as principais baladas e festas de Juiz de Fora em busca dos melhores “cliques” para o nosso site de fotos.

#9 – #Realizar o ETCJF – Encontro de Twitteiros Culturais de Juiz de Fora

Tive a honra de levar para Juiz de Fora uma edição regional do Encontro de Twitteiros Culturais, o ETC.

No encontro, discutimos o tema Social Games, onde contamos com a presença de nomes importantes do mercado digital da cidade.

#10 – Co-fundar o Café Digital

O Café Digital é um dos projetos que mais me dão orgulho até hoje. Junto com os amigos Areta do Bem, Edson Caldas Jr, Flavia Crizanto, Natalia Lott, Priscila Pinheiro e Renata Curcio, criamos no ano de 2010 um grupo de fomento a Comunicação Digital em Juiz de Fora, para a realização de encontros com profissionais, estudantes e entusiastas da área.

O projeto ainda está de pé, sob a coordenação da Pri, e continua um sucesso. \o/

#11 – Escrever para blogs profissionais

Como costumo dizer carinhosamente: “Comecei a escrever pra fora.”

Ainda em 2010, comecei a receber convites para escrever em blogs de Comunicação Digital e Tecnologia, além do blog que tinha.

Foi uma época boa e ao mesmo tempo, insana. Chegou um tempo em que eu escrevia para 6 blogs e a rotina era bem complicada. Por não ser minha única atividade profissional, precisava conciliar com o emprego.

#12 – Organizar excursões

Com exceção do estresse e cabelos brancos que a organização de viagens costuma provocar, é uma atividade legal. Juntar a sua galera para conhecer lugares novos e se divertir, não tem preço.

Graças a esta disposição em organizar excursões, pude proporcionar aos meus amigos viagens inesquecíveis como as idas ao Parque Estadual do Ibitipoca, Rio de Janeiro, Guarapari (ES), carnavais no interior de Minas e outros passeios pela Região Sudeste.

#13 – Participar da Campus Party Brasil

Campus Party Brasil! “oOoOoOoOoOoOoOoOoO”. #saudades

Tive o privilégio de participar das edições de 2010, 2011 e 2015, deste que é o maior evento de tecnologia do mundo.

#14 –  Me tornar padrinho da Marina <3

Com certeza, o maior presente que eu poderia receber do Cadu e da Elisa. A Marina, este anjinho que hoje está com 6 anos, deixa meus dias mais felizes e iluminados sempre que vou visitá-los.

Obrigado, família Moura Furtado. =)

# 15 – Fazer “programa de índio” no Parque Nacional Serra dos Órgãos – PARNASO

O prêmio “Maior Programa de Índio do Século” vai para este passeio, com certeza. (risos)

Faltando algumas semanas para a minha mudança de cidade, juntei-me com Rafa, Vini, Abraão e Daniel rumo ao PARNASO.

Totalmente despreparados e desinformados, lá fomos nós rumo ao desconhecido. Os problemas  já começaram logo na entrada do parque, onde fomos supostamente enganados pela pessoa responsável pelo receptivo. O restante do trajeto, até onde conseguimos montar acampamento, foi um desastre por completo.

Em resumo, o passeio que seria realizado em 3 dias, durou apenas 1. Desistimos! Não demos conta!

A única coisa boa que restou desta saga foram as histórias divertidas, que jamais serão esquecidas.

#16 – Mudar de cidade, estado, região e viver outra cultura

Em 16 de setembro de 2011, insatisfeito com a vida profissional em Juiz de Fora, resolvi inventar mais uma moda: mudar para Curitiba. Sem grana, sem moradia e sem emprego garantido. Totalmente sem eira nem beira.

Com a ajuda de pessoas maravilhosas que conheci logo que cheguei em terras paranaenses e também nos anos seguintes, consegui dar a volta por cima e hoje estou aqui, 5 anos depois. 😉

Aqui deixo um agradecimento especial ao amigo Silvio, pela acolhida. Também não posso deixar de agradecer aos amigos Andressa Maia, Claudinha, Paulo, Si, Andressa Duncke, Thiago e Mel, por me aturarem por todo esse tempo. =p

PS: Obrigado pela despedida surpresa na rodoviária, Ju, Betinho, Matheus, Ana, Rogério, Edy e Pri. Seus lindo!

#17 – Dividir apartamento com “estranhos”

De início, algo estranho, mas o processo foi rápido e indolor. Quando dei conta, já tinha conquistado uma nova família em Curitiba. Todo final de semana, era uma bagunça diferente no apê. Diversão garantida sem sair de casa, sabe?

Tive muita sorte com as pessoas que precisei dividir apê. Obrigado por me receberem e acolherem, Bryan e Berto. ^^

#18 – Ter uma mentora

Isso foi algo que me um causou impacto bastante positivo. Fez toda a diferença e mudou muito a minha percepção de mundo. Acredito que uma das formas de se desenvolver profissionalmente é poder contar com o suporte de um profissional sério e comprometido com você.

Tive muita sorte de ter a Márcia Oliveira como minha orientadora de carreira no momento em que mais precisei. Sou muito grato a ela pelos largos passos que dei.

#19 – Fundar a Nomadde

Com o propósito de retribuir à sociedade todo o apoio que recebi quando migrei para Curitiba, decidi fundar a Nomadde. O projeto ainda encontra-se em versão beta, mas já está no ar e pode mudar positivamente a vida de muitas pessoas que deixaram ou estão deixando suas cidades de origem em busca de melhores oportunidades.

#20 – Viajar sozinho e de ônibus por Uruguai e Argentina

Se eu pudesse escolher uma data para voltar no tempo, esta certamente seria o mês de outubro do ano de 2013.

Há um pouco mais de 3 anos, embarquei em um ônibus na Rodoferroviária de Curitiba rumo a Buenos Aires, com escalas em Porto Alegre e Montevidéu. De longe, umas das modas mais fodas que inventei.

Um pouco mais sobre esta viagem, você confere aqui neste post que fiz.

#21 – Dar um rolê pelas águas das Cataratas do Iguaçu

Quando você estiver em Foz do Iguaçu, mais precisamente nas Cataratas do Iguaçu, não deixe pelamor de Deus de fazer o Macuco Safari. É o passeio mais incrível daquele lugar, pois lhe proporciona uma experiência inédita e apresenta uma perspectiva diferente do parque. Imagine você percorrendo as águas do Rio Paraná, indo de encontro a uma das 7 Maravilhas Naturais do Mundo? Imaginou? Pois é. Simplesmente sensacional!

Fiz, faria de novo e recomendo muito.

#22 – Aprender a fabricar cerveja

Sim! Acho que aprendi a produzir cerveja e assim  conquistar a auto-suficiência produzir em casa.

#23 – Adeus, T.I.. Olá, Marketing Digital!

Totalmente insatisfeito com a carreira em T.I., e já com um “pezinho” lá no Marketing Digital, decidi em 2014 jogar tudo pro alto para me aventurar em uma nova profissão.

Não foi uma escolha fácil, afinal eu estava em uma situação bastante confortável, inclusive financeiramente. Porém, a vontade de trabalhar com o que faz o meu coração bater falou mais alto e deixei tudo pra trás, mais uma vez. Comecei por um estágio em Marketing Digital, que durou apenas 2 meses e logo depois consegui uma posição de analista em outra empresa, na qual estou até o momento. =)

#24 – Flutuar no Rio da Prata (Bonito/MS)

Flutuar pelas águas do Rio da Prata, em Bonito (MS), é uma das coisas mais absurdas que existem. Uma experiência surreal aos olhos. Nunca vi nada igual.

Tive esta ótima oportunidade no período de transição entre a T.I. e o Marketing Digital, a qual fui acompanhado pela amiga Andressa Maia.

#25  – Fazer voluntariado

Por meio de um convite realizado pelo amigo Gabriel Rocha, puder participar por 1 ano como voluntário da REJUPE-PR (Rede de Adolescentes e Jovens pelo Esporte Seguro Inclusivo). A iniciativa, que tem o apoio do UNICEF, promovia a inclusão de jovens no esporte, além de cobrar das autoridades o legado dos megaeventos esportivos, como a Copa do Mundo 2014 e os Jogos Rio 2016.

Aprendi muito atuando na articulação de ações para rede no estado do Paraná.

#26 – Realizar iniciação científica

Foram 10 longos e exaustivos meses de imersão em planilhas, metodologias e dados. Quase desisti por diversas vezes, mas sempre uma voz sussurrava no meu ouvido coisas do tipo “Calma, não desanime! Vai valer.”. E valeu.

A pesquisa, cujo o tema é “A Análise de Conteúdo em Plataformas de Interação Online: Análise Comparativa entre Twitter e Facebook”, contou com a orientação da Profa. MsC. Lucina Reitenbach Viana. O artigo produzido com a pesquisa você encontra aqui.

A experiência foi tão boa, que me apaixonei por pesquisa científica e logo em breve pretendo inciar mais um projeto.

#27- Morar sozinho

Desde que me mudei para Curitiba, dividir moradia sempre fez parte desta vida longe da casa dos pais. Dentre as vantagens, a maior é a divisão das contas. Porém, tudo tem seu ônus e seu bônus. Ganhei uma nova família enquanto roommate, mas a privacidade falava mais alto. Foi aí que pensei, pensei e decidi seguir carreira solo.

Feito. Fui morar sozinho em maio de 2015. Apesar das contas triplicarem (claro!), estou curtindo bastante e não me arrependo.

#28 – Mergulhar em Porto de Galinhas (PE)

Eu e a Andressa Maia em mais uma aventura mochileira. Desta vez, o destino foram os estados de Pernambuco e Alagoas, onde conhecemos as cidades de Recife, Olinda, Porto de Galinhas e Maragogi.

Em um dos vários passeios que fizemos por lá, contemplamos um belo mergulho nas águas transparentes de Porto de Galinhas. Momento único e incrível!

#29 – Criar o Meia Dúzia

Em setembro do ano passado nascia o Meia Dúzia, meu “filho” caçula. O MD é uma newsletter que envio todas às sextas-feiras, sempre após o almoço, para a base de assinantes. Nela, compartilho os 6 links mais legais que encontrei no decorrer da semana.

O projeto ficou no ar até a edição #59 e o feedback recebido dos assinantes era muito bom.

#30 – Voltar para a sala de aula

Yes! Voltei pra faculdade. Em 2018 tem formatura. \o/

Bom, é isso! São estas as 30 maiores modas que fazem parte da minha vida até hoje. Espero que muitas outras estejam por vir. 😉

2 respostas em ““Esse menino só inventa moda!””

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *